Campo: Campo de Jogos da Carvalheira de Baixo - Terra Batida
Árbitro: José Augusto Santos Silva
Casa do Benfica em Soure: Gonçalo, Jorge Cruz, Jorge Coelho, Patricio, Rato, Pedro Henriques, Marcos, Ruben (Tiago Carvalho), Vilão (Fabrice), Nuno Rodrigues, Nelson
Treinador: Reis Coelho
Visão Benfiquista
Após a derrota frente ao Agrário de Lamas a contar para a primeira mão da Taça da Associação Futebol de Coimbra, a equipa da Casa do Benfica voltava a jogar novamente em sua casa. Numa tarde onde se adivinhava que não ia ser fácil para a equipa da casa, pois o trabalho realizado durante a semana tarda em aparecer aos domingos. Para este jogo contou-se com muitas baixas na nossa equipa, por diversas razões, algumas delas por explicar!

Tirando isto, o jogo até começou por nos correr bem, pois Nuno Rodrigues mesmo antes de começar o jogo, no seu jeito de brincadeira e animador de grupo, ia dizendo no balneário que ia de certeza absoluta marcar um golo. E não é que marcou um fantástico golo? Num ressalto à entrada da área adversária Nuno Rodrigues desfere um remate potente que só parou no fundo da baliza. Passados alguns minutos, o mesmo Nuno Rodrigues desperdiça uma excelente oportunidade para marcar o seu segundo golo e consequentemente o segundo da equipa da casa. A ganhar por um único golo, a nossa equipa de um momento para o outro vê-se privada do nosso central que teria vindo receber assistência mais prolongada ao banco. Assim fomos obrigados a recuar no terreno de jogo. A equipa de Cadima aproveitou da melhor forma esse factor que através de uma jogada em que o seu jogador passa por 4 elementos da equipa da casa, aparece sozinho à frente do guarda-redes e marca o golo do empate. O segundo golo não tardou, onde a falha de cooperação dos nossos defesas ficou evidenciada, pois o central ao ir dobrar o defesa esquerdo, alguém se esqueceu de dobrar o central, e o avançado de Cadima é que agradeceu, pois na zona de penaltie com a bola a saltar, rematou forte para o fundo da baliza. Estava feito o 2-1. Entretanto, com a lesão de Ruben, ficamos só a contar com um único elemento, Fabrice, no banco, este que iria entrar também no inicio da segunda parte, e também ele a substituir um companheiro lesionado., neste caso foi a vez de Vilão.
Na segunda parte entramos com muita garra e muito querer. Mas o impensável aconteceu. O Caso do jogo. Imaginem só que agora já se expulsa os jogadores por estes estarem dentro de campo, junto aos bancos a beber água…sim é verdade, a beber água. A razão pelo qual levou o segundo amarelo para o árbitro foi simples, dizendo que “não pode estar dentro do campo a beber com o bidão de água”. Então agora pergunto eu, já não se pode beber água durante os jogos? Enfim, contra estas contrariedades todas não é fácil dar a volta por cima.
Voltando ao jogo, e com um elemento a menos a Casa do Benfica passou por muitas dificuldades. Mas não deixou de procurar o golo que pelo menos desse o empate, e Nelson num remate fora da área, faz a bola passar muito perto da trave da baliza. Sendo este a grande oportunidade da segunda parte. Por outro lado, a equipa de Cadima com elemento a mais chegava facilmente a baliza de Gonçalo, onde este por diversas vezes consegue evitar que a bola entre novamente na baliza. Porém, num momento de infelicidade, a bola acaba mesmo por entrar. Novamente num remate fora da área, Gonçalo defende a bola para a trave, mas caprichosamente embate-lhe na face fazendo com que esta entrasse. Mais um lance de azar que esta equipa tem amealhado ao longo do ano. Recordem-se que contra São Caetano, num lance perfeitamente igual a nosso favor, a bola passou a centímetros do poste. O quarto golo de Cadima não tardou a surgir.
Em resumo, a equipa bateu-se bem, batalhou, mas infelizmente a sorte anda de costas voltadas com a nossa equipa, tardando a aparecer uma vitória que nos faça levantar a moral.

Arbitragem: Com o jogo de ontem, esta equipa de arbitragem fez o seu segundo jogo seguido em nossa casa. Esteve muito mal no lance da expulsão do nosso colega Tiago Carvalho, e além disso foi durante todo o jogo muito mais autoritário com a equipa do Benfica de Soure. Prestação muito fraca a meu ver.
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Visão de Cadima
Completando um ciclos de jogos à quarta e domingo o Cadima deslocou-se ao pequeno recinto na Carvalheira casa emprestada do Benfica de Soure com a vontade de vencer . A primeira dificuldade ao chegar foi os diminutos balneários locais que não dão para equipar uma equipa completa ao mesmo tempo, a equipa do Benfica de Soure não tem culpa alguma pois tem de se socorrer dos recursos existentes mas AFC não devia permitir usar instalações como as referidas até para beneficio da equipa local. O Benfica entrou bem na partida perante a passividade do Cadima, pressionou com o seu futebol directo e logo aos 5´inaugurou o marcador por Nuno num pontapé fantástico após mau alivio defensivo, não dando qualquer hipótese de defesa a Xico que ainda “voou” mas sem sucesso, grande golo, bom inicio de jogo. O Cadima com várias mexidas em relação ao último encontro de imediato teve de ir à procura do resultado e rapidamente pegou no jogo, mas ao tentar jogar de pé para pé foi cometendo alguns erros aproveitados pelos locais para se aproximarem da baliza de Xico. O Cadima com o passar do tempo foi apanhando confiança e adaptando-se as pequenas dimensões do terreno. Aproveitando a velocidade dos seus extremos e a presença de Jonathan na área passou a usar um futebol mais directo colocando a equipa local junto à sua área. Aos 26’, houve “magia” no pequeno pelado, Gonçalo bate a bola que é recepcionado por Victor no circulo central, após uma pequena tabela com Jonathan embalou para a área adversária ultrapassando os adversários com vários dribles e já dentro da mesma não teve dificuldade em igualar a partida para o Cadima, momento para mais tarde recordar. O Cadima galvanizado pelo golo continua a pressionar e a jogar rápido e não foi com surpresa que volvidos poucos minutos passa para a frente do marcador após bom cruzamento de André, Jonathan no coração da área não perdoou. A equipa da casa tentou reagir e por duas ocasiões a baliza de Xico esteve em perigo mas este resolveu bem.
O intervalo chegou com um resultado justo, premiando a equipa com mais oportunidades.
O segundo tempo quase sempre jogado debaixo de chuva trouxe um Cadima dominador e um Benfica disposto a igualar o jogo mas sem grandes oportunidades. O Cadima também a jogar contra o vento adoptou um futebol mais simples e objectivo e aproveitando um certo adiantamento da equipa local foi criando algumas situações de golo mas quase sempre o último passe não tinha a melhor direcção. Aos 67’ uma decisão precipitada da equipa de arbitragem reduz o Benfica a 10 unidades o que veio a fragilizar a equipa local. O Cadima altera as suas peças e já com Daniel em campo fica com mais altura no ataque, passando a ganhar mais bolas, acabado de entrar Daniel tem dois pontapés fantásticos um parado pela trave da baliza de Gonçalo outro pelo mesmo Gonçalo em grande defesa. Estes dois lances motivaram ainda mais a equipa forasteira que viria pouco depois a matar o jogo em dois minutos, primeiro André com um remate fora da área bem colocado e depois Jonathan a bisar numa recarga já dentro da área. Ainda houve tempo para a estreia do elemento mais novo do plantel David Silva que numa excelente iniciativa individual proporcionou a Gonçalo mais uma grande defesa, boa estreia do menino. Pouco depois chegou o final da partida com vitória da equipa mais completa em campo e com mais argumentos, uma vitória importante para o Cadima que precisava deste estimulo.
Arbitragem possivelmente com erro grave.
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